Home > Política > Protestantes querem a implementação da ‘lei da blasfêmia’ na Sharia

Protestantes querem a implementação da ‘lei da blasfêmia’ na Sharia

No último sábado (25), a vida dos paquistaneses parou depois que a polícia, paramilitares e outras autoridades entraram em confronto com rebeldes na capital Islamabad, resultando em protestos e bloqueios rodoviários em várias cidades do país. No centro dos protestos estava o partido político islâmico Tehreek-e-Labaik, que acusou a polícia de ser dominada por cristãos e outras minorias religiosas.

Em uma coletiva de imprensa, no dia seguinte, antes de chegar a um acordo com o governo e de os protestos serem interrompidos, o porta-voz do Tehreek-e-Labaik, Muhammad Afzal Qadri, disse: “Parece que os não-muçulmanos estavam conduzindo a operação. Havia poucos muçulmanos. Quando nosso respeitável líder pediu a eles que não atacassem o protesto, poucos deles agiram positivamente. Por isso, supomos que não-muçulmanos foram implantados para liderar os manifestantes”. Segundo Muhammad, a polícia é formada por cristãos e outras minorias.

Nas manifestações, pelo menos sete pessoas morreram, 200 ficaram feridas e dez furgões policiais foram incendiados. Os manifestantes usaram máscaras, varas, pedras e armas e entraram em confronto com cerca de 8 mil policiais e paramilitares, que dispararam balas de borracha, gás lacrimogêneo e jatos de água por canhão. No total 144 pessoas foram presas.

Os órgãos reguladores da imprensa tentaram fazer com que o evento não fosse divulgado, mas ele chegou às redes sociais e a outros lugares do país.

Por que ocorreu a manifestação?

No Paquistão todo muçulmano, por meio de um bilhete de identidade nacional ou como membro de uma assembleia, tem que declarar que é muçulmano e que acredita que Maomé foi o profeta final. Os muçulmanos representam cerca de 95% da população total do Paquistão. Cerca de 60% deles do Paquistão são sunitas e a maioria, inclusive os membros do Tehreek-e-Labaik, fazem parte dos Barelvis (movimento islâmico sunita formado em 2015).

Os Barelvis são partidários da rígida lei de blasfêmia e desejam instaurar a sharia (conjunto de leis islâmicas). O movimento foi a favor da pena de morte ordenada à cristã Asia Bibi, em 2010. O ex-governador de Punjab, Salman Taseer, que pediu a libertação de Asia, foi assassinado por um Barelvi, Mumtaz Qadri, que havia trabalhado como segurança dele. Qadri foi saudado como um herói e verdadeiro defensor da fé.

Pedidos de Oração: Interceda pelas famílias enlutadas para que Deus os conforte e cure. Clame pelos governantes do país para que recebam sabedoria do Senhor para lidar com os protestos. Agradeça a Deus por estabelecer sua igreja no país. Ore para que os cristãos sejam sal e luz na região.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *